O exercício físico reduz o risco de dor crônica nas costas

exercício físico

Realizar exercícios físicos regulares de forma moderada, como caminhar, nadar ou subir escadas, e inclusive se manter ativo durante o tempo de lazer, pode auxiliar na redução de 14% o risco de dores lombares crônicas.

Manter-se fisicamente ativo, incluindo a realização de caminhadas, ou algo simples como subir escadas com regularidade pode reduzir o risco de sofrer dores nas costas de maneira crônica em um índice de 14% menos, uma percentagem que pode subir para 16% se os exercícios forem mais intensos, segundo uma revisão de 36 estudos publicada pelo Jornal Britânico de Medicina do Esporte, onde analisaram dados de mais de 158.475 pessoas.

Em outros estudos já foram observados que o exercício físico diminuiu o número de episódios de dores lombares ou a intensidade da dor, mas a nova pesquisa, liderada pelo Dr. Rahman Shiri, um pesquisador do Instituto Finlandês de Saúde Ocupacional em Helsinki (Finlândia) sugere que o exercício ou desfrutar de momentos de lazer de uma forma ativa também ajuda a reduzir as chances de desenvolver dores crônicas nas costas.

No novo trabalho foram considerados indivíduos fisicamente ativos que realizaram qualquer tipo de esporte ou atividades físicas leves, como caminhada, natação, ou subir escadas uma ou duas vezes por semana, e por pelo menos durante 30 a 60 minutos. E, que sofriam de dores crônicas nas costas de maneira persistente por três meses ou mais, ou por mais de 30 dias nos últimos 12 meses.

Embora os níveis de atividades físicas não tenham envolvido uma redução no risco de sofrimento das dores crônicas ou esporádicas, eles não diminuíram tampouco as possibilidades de hospitalização ou deficiência associada a este problema de saúde. Portanto os autores do estudo recomendaram a prática de exercícios físicos de baixo impacto, incluindo Yoga e Pilates que, além de melhorar a flexibilidade e a mobilidade para prevenir as dores das costas, eles advertem que todos os aspectos que envolvem voltas e reviravoltas repetitivas, como o golfe ou tênis, por exemplo, sejam evitados.

Mitos e verdades sobre os benefícios de comer chocolate

Alimento cobiçado e algumas das suas apresentações podem significar uma boa contribuição para a saúde.

Escuro, branco ou ao leite. Com amendoins, amêndoas, crocante ou passas. O chocolate torna-se cada vez mais um destaque quando começam as baixas temperaturas e o aumenta o desejo por refeições com mais calorias.

Duas especialistas em nutrição detalharam as vantagens, desvantagens, os mitos e as verdades sobre o consumo deste alimento, que é considerado por muitas pessoas como uma verdadeira iguaria.

“É uma crença comum o fato de que comer chocolate é cair em pecado inevitável e imperdoável que destrói todas as dietas. Sem dúvida alguma, o chocolate pode trazer vários benefícios para a saúde”, disse Teresa Cóccaro, Chefe do Departamento de Nutrição do Instituto de Neurociências de Buenos Aires (INEBA), e acrescentou que nos últimos anos o consumo de chocolate vem aumentando por causa da grande variedade disponível no mercado.

A razão para o aumento do consumo deste alimento antigo no inverno é que ao comer uma porção, elevamos a temperatura do corpo, fazendo com que os dias e as noites frias fiquem mais agradáveis.

“É bom consumir chocolate com elevado proporção de cacau. Estamos falando de 70% de cacau, o que não é o chocolate mais amplamente comercializado. Muitos chocolates possuem uma formulação com muito açúcar, leite e manteiga de cacau, fornecendo muitas calorias e quase nenhuma das propriedades do cacau”. Disse Analía Moreiro, Formada em Nutrição pela Faculdade de Medicina UBA.

chocolate

Qual é o chocolate ideal?

O chocolate escuro e amargo é o de melhor qualidade. O consumo diário em pequenas quantidades, variando entre 7 e 20 gramas, pode trazer alguns benefícios, como melhorar o humor, provocar prazer, melhorar a visão e o estado de ânimo, reduzindo o risco de ataque cardíaco, criando saciedade, mantém o cérebro ativo, melhora a pele e as relações interpessoais. Existe uma teoria de que os bebês nascidos de mães que consumiram cacau durante a gravidez são mais inteligentes e mais felizes na vida, segundo Coccaro.

“É um antioxidante. Faz bem às células da pele e diminui as rugas, por exemplo. Tem certo conteúdo de cafeína e teobromina que age como estimulante e melhora o ânimo. Por isso, é comum que quando uma pessoa esteja desanimada queira comer chocolate, e realmente em muitos casos isso muda o ânimo”, complementou sua colega, Moreiro.

As especialistas salientaram que o chocolate sempre contém muitas calorias. Mas, não há problema algum o seu consumo no inverno, observando as porções e os tipos de chocolates.

“É necessário observar a diferença entre um bom chocolate com alto teor de cacau e aqueles com uma grande quantidade de açúcar que fornecem calorias inúteis. Por exemplo, chocolates para crianças não são tão saudáveis e acabam parecendo com doces, por isso é melhor que se consuma o chocolate escuro”, disse Moreiro.

“Além de todos estes benefícios, o melhor a fazer é adotar uma dieta equilibrada, juntamente com atividade física para poder consumir chocolate diariamente. Por isso, podemos concluir dizendo que existem opções para saborear algo doce no inverno, sem nenhuma culpa”, concluiu Coccaro.